12/07/2005 13:46
Que casal !!!!
Minha priminha Maria Luiza e meu sobrinho são-paulino Matheus !!!!

enviada por Palha
12/07/2005 13:13
Parabéns Raízes !
Sábado, 09 de Julho de 2005
Chego por volta das 20:40 hs no clube dos Tamoyos em São Caetano do Sul.
O pessoal começa a chegar ao clube, as mesas estão dispostas ao lado esquerdo e direito do salão. No centro, o espaço é todo dedicado à bateria e aos mais desinibidos que arriscam alguns passos. As crianças já estão todas lá. Uma correria danada. Um tal de se jogar no chão, rolar, se sujar que dava até inveja, mas quando é chegada a hora de tocar, a coisa fica mais séria e aí, só se pode ouvir a voz do Careca ao microfone chamando a criançada pra frente do palco com seus instrumentos.
Estavam todas elas lá numa mistura de brincadeira e coisa séria, perfiladas, aguardando por um sinal. E assim começaram a tocar, regidos pelo som do apito do mestre Careca. Você percebe ao final da apresentação que a salva de palmas da comunidade é um aditivo, o complemento, um empurrão na vida dessas crianças e agora contando isso aqui, me lembrei do comentário do Chapinha (compositor e um dos fundadores do samba da vela que também estava por lá): De todas essas crianças que estão aqui hoje e que fazem parte deste projeto, eu tenho certeza que pelo menos 80% seguirá pelo lado bom da vida. Tomará que sejam todas....
Dois anos de vida é o que completou o projeto Preservação às Raízes e nada como uma festa dessas pra comemorar. Foi bonito de ouvir a voz da Heloísa sempre firme e cativante cantando de Clara Nunes à Nelson Cavaquinho, o Cris mandando ver no João Nogueira, o Rodrigo cantando sambas enredo com todo seu talento, o violão sempre muito bem dedilhado pelo nosso amigo birruga, a cuíca inconfundível do Maguila, as canjas da Graça e do Chapinha, o incansável Careca que não se cansa nunca em levantar a bandeira da nossa música, ao Pingo de lá pra cá tentando organizar tudo, a correria da venda dos convites e da organização da infra-estrutura com o Iguita. Enfim tantos nomes, tantas pessoas que fazem parte que seria imprudente tentar colocá-los todos aqui.
É certo dizer que todas essas pessoas estão fazendo história. Seja na vida da comunidade do Jardim Patente, como nas suas próprias, seja na vida daqueles meninos e meninas, seja pra nós que tanto amamos a música brasileira. Transmitir conhecimento, cultura, amor e amizade são as formas mais saudáveis e bonitas de se levar a vida. Parabéns ao projeto e que essa árvore cresça forte, que seus galhos tragam doces frutos, mesmo porque, a raiz nós já percebemos que é da mais alta linhagem.
enviada por Palha
28/06/2005 11:19
E dá-lhe Chico !!!!
Copo Vazio
Chico Buarque
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar
É sempre bom lembrar
Que o ar sombrio de um rosto
Está cheio de um ar vazio
Vazio daquilo que no ar do copo
ocupa um lugar
É sempre bom lembrar
Guardar decor
Que o ar vazio
de um rosto sombrio
está cheio de dor
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar
Que o ar no copo
ocupa o lugar do vinho
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor
Que a dor ocupa metade da verdade
a verdadeira natureza interior
Uma metade cheia
Uma metada vazia
Uma metade tristeza
Uma metade alegria
A magia da verdade inteira todo poderoso amor
A magia da verdade inteira todo poderoso amor
É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar
enviada por Palha
28/06/2005 11:00
Estou vivo
Eita, como está difícil postar aqui .... sabe-se lá porque, mas estou meio off-line
nos últimos meses.
Ontem foi engraçado, cheguei numa "baladinha" pagodistica (rs) e depois de um tempo lá encontrei uma amiga dos tempos da faculdade que olhou pra mim e disse:
- "Nossa, você no samba? " ai eu perguntei:
- "Ah, é isso que é samba ?" e ela respondeu:
- "Isso é partido " e eu :
- " Hunnn ... "
E a vida segue . . .
enviada por Palha
30/05/2005 10:06
E Fabiana decola
Azar do Borogodó. No início de maio, um interurbano do Rio de Janeiro para um celular de São Paulo virou uma página da vida de Fabiana Cozza, de 29 anos, e encerrou seus tempos de cantar em bares, como o delicioso Ó do Borogodó, nos fundos de um cemitério da boêmia Vila Madalena. José Mauricio Machline - ''o próprio Machline'', como ela não parou de repetir - ligou para falar de sua indicação para os prêmios TIM 2005 de Artista Revelação e Melhor Cantora de Samba.
A indicação já muda o patamar da artista. Mas demorou, no caso da intérprete volta e meia comparada a Elizeth Cardoso, Clara Nunes e outras deusas do olimpo musical nativo. ''Uma das melhores cantoras que já ouvi'', arrisca Paulo Moura, um dos melhores sopros que Pindorama já ouviu. ''A melhor intérprete brasileira da atualidade'', disse Ivan Lins à saída de um show dela.
A filha mais velha de Oswaldo Santos, puxador até 1986 da escola de samba paulistana Camisa Verde e Branco, adolesceu ouvindo com ele as musas da MPB e do jazz na casa da avó materna, na própria Vila Madalena.
''Fabiana tem berço, pai músico, mas não ficou nisso'', diz o ator, teatrólogo e secretário nacional da Cultura, Sérgio Mamberti. É. Aos 20 anos, em 1996, parou de imitar Alcione e entrou para a Universidade Livre de Música Tom Jobim e para o grupo vocal de Jane Duboc. Em 1997, ao cantar e encantar a platéia num bar da Vila, o Feitiço de Áquila, foi convidada pelo compositor Eduardo Gudim. E gravou, com Ivan Lins, Paulinho da Viola e Elton Medeiros, o CD Pra Tirar o Chapéu.
A ajuda das teatrólogas Júlia Pascale e Wilma de Souza aprimorou sua presença cênica em No Reino das Águas Claras, no Teatro Imprensa, em 1999, e, em 2001, em Os Lusíadas, dirigida por Iacov Hillel, e em A Luta Secreta de Maria da Encarnação, de Gianfrancesco Guarnieri, no Teatro Sérgio Cardoso.
Em 2002, dividiu o palco do Sesc Ipiranga com Marília Medalha em Rainha Quelé - Tributo a Clementina de Jesus. Mais que os aplausos, arrepiou-a o vaticínio de Marília: ''O espaço deixado por Elis Regina continua vago. E pode ser seu''. Marília ainda acha isso - ou não a teria convidado para, com ela e dona Inah, o percussionista Douglas Alonso e o sete cordas Zé Barbeiro, levarem Rainha Quelé a Amsterdã, na Holanda, neste setembro.
''A melhor intérprete brasileira da atualidade'',
disse Ivan Lins
Em 2003, Fabiana repartiu com Suzana Salles o show em homenagem a Clara Nunes e, com Edson Montenegro, o do centenário de Ary Barroso, ambos no Sesc. No Festival Sete Cordas do Banco do Brasil, foi comparada a Elizeth. Por Luís Nassif na Folha de S. Paulo. ''A experiência de teatro a dotou de um domínio de palco que parece mesclar a majestade de Mônica Salmaso com o balanço de Virginia Rosa.''
Arthur Dapieve, após ouvi-la no Rio, concluiu sua crônica em O Globo com o verso de Walt Whitman: ''E a vida fez sentido até o dia seguinte''. Em 2004, ela repartiu com Maria Alcina a homenagem do Sesc a Lamartine Babo. Francis Hime a ouviu e, cativado pela ''cantora maravilhosa, presença de palco estupenda e pessoa adorável'', convidou-a para cantar em seu show.
Outro que a adora é Ronnie Von. ''Neste país, quem faz sucesso é a bailarina do conjunto. Uma parte do corpo da bailarina. Fabiana prova ser possível o sucesso sem apelação. Só repertório, boa voz, afinação, talento...''
A indicação para os prêmios TIM facilita a vida do empresário e produtor de Fabiana, Ricardo Frugoli. Afinal, ele e ela levaram quase uma década para lançar o primeiro CD, O Samba É Meu Dom. Puxado de um samba de Wilson das Neves, o título engana. Leva o freguês a achar que ela é só sambista. Como Elis, Elizeth ou Clara Nunes, é mais: ''...emoção densa, contida, sem dramas ou arrebatamentos, encharca cada palavra com vivências - que, como as do poeta, não precisa ter vivido'', escreveu Paulo Roberto Pires no site No Mínimo.
Se tamanha declaração de amor não bastou, a indicação para os prêmios TIM pode abrir os olhos das gravadoras para Fabiana Cozza. E será bom ver andar a fila de artistas geniais deixada por elas no sereno - para sorte dos bancos de reserva, como o Ó do Borogodó.
Matéria do site Época:
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0%2C%2CEPT968525-1661%2C00.html
enviada por Palha
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